Caixa Postal

26 setembro 2012

Oi, sou eu. Eu sei que estive ausente por muito tempo, me desculpe. Sei também que você seguiu a sua vida tranquilamente e está bem, estou muito feliz por saber disso. Ontem me peguei relendo suas cartas e promessas de "para sempre". Enquanto John Mayer me dizia para encontrar um another you uma lágrima caiu, talvez duas, mas não importa. Todos os beijos e fotos e antigos sentimentos retornaram por um breve momento. Você dizia que não deixaria ninguém me tirar do seu lado, terminava suas cartas com um "Sempre seu...", mas isso não impediu o nosso adeus.


Eu sei que você não espera por notícias minhas nessa madrugada porque, como eu havia dito, você não ouviria mais falar de mim. Te disse coisas terríveis naquela noite, eu não me esqueci. Aliás, desde então eu não me esqueci de nenhuma vírgula das frases que eu gritei enquanto você me ouvia calmamente. Você sempre foi tão paciente. Eu sempre fui a cabeça dura, idiota, inconstante e orgulhosa. Sempre busquei minhas razões nos meus piores erros para justificar minhas atitudes. Você sempre esteve ali, até não estar mais. A gente se perdeu, quero dizer, eu me perdi. O barco em que a gente estava só você remou. Eu ali estática, achava que você nunca se cansaria. Não foi o que aconteceu. E desde então eu tenho te culpado, porque é difícil demais me olhar todos os dias no espelho e ver que me tornei autossuficiente, madura, um pouco mais paciente, cuidadosa e você não está aqui pra ver isso. Você mudou minha forma de ver o mundo, mas não faz mais parte do meu.


Encontrar seus vestígios me relembrou o que você é e sempre foi pra mim. Não faz sentido te odiar tanto, simplesmente por eu ter feito você se afastar de mim. Foi pro seu próprio bem, legítima defesa, eu entendo. Todos os anos que passamos juntos foram e são especiais pra mim. Nas noites de frio você me aqueceu, na tristeza você me emprestou seu ombro, na solidão você permaneceu em silêncio comigo. Essa chamada é a prova viva de que estou levantando minha bandeira branca. Prometo nunca mais levantar a voz, nem fazer as mesmas velhas críticas. Passou. Depois de tanto tempo eu estou feliz comigo mesma, e feliz por você. Não quero mais escravizar a gente e continuar encarcerando nosso passado. Antes que eu virasse pó em sua lembrança, precisava agradecer por sua passagem em minha vida e me desculpar pelo nosso naufrágio. Ainda te desejo bem e permaneço aqui, a mudança que a sua vida fez na minha me permite dizer: Conte comigo. Agora eu preciso desligar, mas por favor, não se desligue de mim. 

Tum, tum, tum...




10 comentários:

  1. muito eu! amei esse texto!

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  2. LIIIIIINNNDOOOOOO!!!!!! Parabéns Raiane! Seus textos são muito bons!!

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  3. adoro quando seus textos se encaixam na minha vida tbm. Vivi e vivo isso. Muito obrigada por sempre colocar em textos seus pensamentos, pois eles motivam as pessoas em ter coragem de fazer algo que elas temem.
    beijos!!

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  4. AMEI RAHHHHHH!!!! MARAVILHOSO!!! INSPIRADOR!!!

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  5. Obrigada, gente! Vocês comentam em anônimo e eu nunca sei a quem agradecer. hahaha Mas de qualquer forma, muito obrigada! Fico feliz que tenham gostado e espero que vocês continuem lendo o blog! Beijinhos! <3

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  6. Tô viciada nos seus textos ! Você estar de parabéns .Adoro seu blog :-))
    Rafaela Oliveira

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  7. Ah, AMEI esse texto! <3 LINDOOOOO!

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  8. Rolou uma lagrima lembrando do término do meu namoro/casamento :(

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